18/12/2025
Não é só quando a memória falha que eu digo a uma família que é altura de intervir.
É muito antes disso.
É quando começam a surgir pequenas situações do dia a dia que, isoladas, até parecem inofensivas.
Ficar parado à frente do fogão.
Esperar que alguém diga o que fazer a seguir.
Cansar-se rapidamente das conversas.
Dizer que está tudo bem quando o corpo claramente não está.
Nada disto surge de um dia para o outro.
E quase nunca é visto como um sinal cognitivo… até começar a repetir-se.
Idealmente, a estimulação cognitiva devia começar antes de tudo isto se tornar evidente.
Mas quando estes sinais já estão presentes, não há grandes dúvidas: o tempo passa a contar.
Não para entrar em pânico.
Mas para deixar de adiar.
Estimulação cognitiva clínica não é ocupar tempo nem “fazer atividades”.
É perceber em que ponto o cérebro está, trabalhar as funções certas e orientar a família para o dia a dia real.
Se ao ver este carrossel pensou “isto já acontece com a minha mãe” ou “isto já acontece cá em casa”, então este não é só um conteúdo informativo.
Envie ORIENTAÇÃO.
Eu ajudo-o a perceber se este já é o momento certo e qual deve ser o próximo passo.