20/04/2026
Há sete anos, o tempo aprendeu um novo ritmo dentro de mim. Às 6:55 de uma manhã de abril, quando o dia ainda estava a nascer, chegaste tu. E, contigo, nasceu também uma versão de mim que eu ainda desconhecia. Uma mãe. A tua mãe.
Desejei-te antes de te conhecer. Sonhei-te antes de te ver. Esperei-te com um amor que já existia, mas que só encontrou forma quando te pude finalmente segurar. Sentir no meu peito. E, ainda assim, absolutamente nada poderia preparar-me para aquilo que tu És.
Porque não vieste apenas preencher um lugar. Vieste expandir tudo. Expandir o amor até um ponto onde ele já não cabe em palavras. Expandir o tempo, que passou a medir-se em gestos, em olhares, em pequenos grandes instantes que só nós conhecemos. Expandir-me a mim, para além dos meus medos, das minhas certezas, das minhas ideias ou sonhos.
Ser tua mãe é viver constantemente entre o assombro e a rendição. Assombro por quem és. Rendição ao amor que te pertence. Há em ti uma luz que não é ensinada. Uma essência que não se molda. E talvez a minha maior aprendizagem seja exatamente essa: amar-te sem te prender, guiar-te sem te limitar, e aprender, todos os dias, a reconhecer-te como esse milagre único que escolheste ser.
Tu és muito mais do que eu alguma vez imaginei. E, ao mesmo tempo, és exatamente aquilo que a minha alma sempre soube que existia. Obrigada por me escolheres. Obrigada por me fazeres crescer contigo. Obrigada por me mostrares, todos os dias, que o amor pode ser tão vasto que chega a doer, mas que, ainda assim, é a coisa mais bonita que alguma vez existirá.
Hoje celebramos o teu nascimento. Celebramos sete primaveras mais belas e inteiras, porque tu existes, filho. Celebramos a inocência, a alegria, a paixão, a esperança, a bondade… Tudo aquilo que, todos os dias, nos ensinas a lembrar. Eu e o papá celebramos também o privilégio imenso de caminhar ao teu lado, pois a vida ganhou uma outra forma no instante em que tu chegaste e, desde então, Casa passou a ser um lugar onde tu estás.
Amamos-te biliões e triliões infinitos, Mateus! 🤍
( 🫂❤️)