11/02/2026
Atravessamos momentos densos.
E a densidade tem algo de tão raro quanto irreversível.
É nela que a alma se apercebe de que está a viver dentro de uma história que não escreveu e com a qual nunca se comprometeu.
Há quem lhe chame identidade.
Mas, muitas vezes, é apenas um mito.
Uma narrativa ou um enredo ilusórios, tecidos por vozes que vieram antes.
Por medos que não foram nomeados e que herdámos.
Repetimos.
Silenciosamente, aceitámos.
Por amores que não souberam ficar ou encontrar o seu lugar.
Carl Jung convida-nos a perguntar:
“Em que mito estou a viver?”.
Este questionamento não é um simples exercício de reflexão.
É um gesto de rutura.
Um ato de lucidez que desmonta o chão conhecido e vem despir as camadas da história que aprendemos a contar.
Sobre quem somos.
Sobre o que merecemos.
Sobre até onde podemos ir.
Aquilo que parecia verdade absoluta revela-se, afinal, possível de editar, transformar e ajustar.
Quando reconhecemos o “mito”, ele deixa de nos controlar.
De ser nosso dono.
De nos comandar.
Talvez o verdadeiro despertar não esteja em encontrar respostas, mas na coragem e na ousadia de sair da história que nos contaram.
De permanecer, por um instante, no silêncio nu de quem ainda não sabe, mas já não aceita viver adormecido, estagnado, em sobrevivência.
Tomar consciência do mito que habitamos é descobrir que ele não é destino.
Que há planos maiores que só se revelam quando estamos alinhados com uma verdade que ultrapassa o pensamento.
Uma verdade que não se explica.
Uma verdade que emerge do coração.
Nos dias 27, 28 e 29 de março, no Retiro “A Casa Que Sou”, vamos aprofundar este trabalho interno e abrir espaço para este regresso ao essencial.
Vens comigo? ✨🤍