16/02/2026
Evitar aquilo que nos custa é uma resposta humana comum. E o evitamento, é um mecanismo de proteção.
Passo a explicar:
Quando evitamos uma situação, emoção ou decisão difícil, o cérebro ativa o sistema de recompensa a curto prazo: a ansiedade diminui, o desconforto alivia e surge uma sensação momentânea de segurança.
Esse alívio é mediado por circuitos associados à amígdala e ao sistema dopaminérgico.
O problema é que o cérebro aprende rápido.
Passa a associar “evitar” a “alívio” e reforça esse padrão.
Sabemos que o que não é enfrentado não desaparece, reorganiza-se, generaliza-se e ganha mais espaço.
Intervir não é forçar exposição, mas ensinar o cérebro a tolerar desconforto com segurança, criando novas associações e respostas mais ajustadas.
É assim que o sistema nervoso aprende que enfrentar, gradualmente, é mais regulador do que fugir.