Sara Cruz- Clínica de Psicologia

Sara Cruz- Clínica de Psicologia A sua Clínica de Psicologia em LISBOA e VISEU!

Nas nossas consultas vai aprender a gerir e controlar as suas emoções, a reconhecer e respeitar os seus limites, a melhorar a suas relações, a aceitar-se como é e a GOSTAR MAIS DE SI!

A ansiedade é uma resposta natural do organismo perante situações percebidas como desafiantes ou ameaçadoras. Em muitos ...
13/03/2026

A ansiedade é uma resposta natural do organismo perante situações percebidas como desafiantes ou ameaçadoras. Em muitos momentos da vida, sentir ansiedade pode até ser adaptativo, ajudando a mobilizar atenção e energia para lidar com uma situação importante.

O problema surge quando esse estado de ativação deixa de ser pontual e passa a tornar-se CONSTANTE.

🧠 Viver em estado de alerta permanente significa que o sistema nervoso permanece ativado durante longos períodos de tempo. O cérebro continua a interpretar o ambiente como potencialmente perigoso, mesmo quando não existe uma ameaça real no momento presente.

Este funcionamento pode manifestar-se através de sinais como tensão muscular persistente, dificuldade em relaxar, hipervigilância, irritabilidade, fadiga constante ou pensamentos repetitivos sobre possíveis problemas.

Com o tempo, esta ativação prolongada pode ter impacto no sono, na concentração, na regulação emocional e na forma como a pessoa se relaciona com o dia a dia.

Compreender a diferença entre ansiedade ocasional e um estado de alerta constante é um passo importante para reconhecer quando o sistema nervoso precisa de apoio e regulação.

“Nem tudo é uma lição, Ryan. Às vezes, nós falhamos simplesmente.”Há uma tendência crescente para transformar qualquer f...
12/03/2026

“Nem tudo é uma lição, Ryan. Às vezes, nós falhamos simplesmente.”

Há uma tendência crescente para transformar qualquer falha numa oportunidade de aprendizagem imediata. A ideia de que tudo tem de servir um propósito, trazer crescimento ou gerar uma lição pode parecer motivadora, mas nem sempre corresponde à forma como os processos psicológicos realmente acontecem.

Às vezes, o primeiro passo não é compreender, nem retirar uma lição, mas simplesmente reconhecer o que aconteceu e permitir-se lidar com a frustração, a tristeza ou a desilusão.

A mudança psicológica acontece (também) quando aprendemos a tolerar aquilo que não teve explicação.

O que acontece numa consulta de psicologia vai além das palavras.Falar é muitas vezes o ponto de partida, mas o processo...
11/03/2026

O que acontece numa consulta de psicologia vai além das palavras.

Falar é muitas vezes o ponto de partida, mas o processo terapêutico não se resume ao que é dito em voz alta. Numa consulta de psicologia trabalha-se também aquilo que acontece entre as palavras: os padrões de pensamento, as emoções que surgem, as formas habituais de reagir, as experiências passadas que continuam a influenciar o presente.

A terapia é um espaço de observação e compreensão. Através da relação terapêutica, é possível identificar padrões que se repetem, compreender melhor o funcionamento emocional e desenvolver formas mais ajustadas de lidar com dificuldades.

🧠 A investigação em psicoterapia mostra que a mudança psicológica envolve vários processos: reflexão, regulação emocional, experiência de novas respostas e construção de significado para as experiências vividas.

Por isso, a terapia não acontece apenas naquilo que se diz.
Acontece também naquilo que se descobre, se compreende e, gradualmente, se transforma.

A história da psicologia também foi construída por mulheres que desafiaram contextos académicos e sociais profundamente ...
08/03/2026

A história da psicologia também foi construída por mulheres que desafiaram contextos académicos e sociais profundamente limitadores. Muitas das teorias, métodos clínicos e formas de compreender o desenvolvimento humano que hoje utilizamos foram influenciadas pelo trabalho destas investigadoras e clínicos.

Anna Freud, Melanie Klein, Mary Ainsworth, Marsha Linehan, Nise da Silveira, Mary Whiton Calkins e a tantas outras, obrigada!

🧠 A psicologia que hoje conhecemos resulta de décadas de investigação, prática clínica e pensamento crítico. Reconhecer estas mulheres é reconhecer a história do conhecimento psicológico e o impacto que continua a ter na compreensão da saúde mental.

06/03/2026

Ep. 4 já disponível 🎙️

“Coragem é resistir ao medo, dominar o medo, e não a ausência dele”: medo, coragem e evitamento 🌿

Falar ajuda: Organiza o pensamento, reduz a ativação emocional e cria sensação de alívio.Do ponto de vista psicológico, ...
05/03/2026

Falar ajuda: Organiza o pensamento, reduz a ativação emocional e cria sensação de alívio.

Do ponto de vista psicológico, a verbalização tem um efeito regulador importante.

Mas, sabemos que falar não é suficiente para gerar mudança duradoura.

É possível falar muito sobre o que custa e continuar a repetir os mesmos padrões emocionais, cognitivos e relacionais. Isso acontece porque o sofrimento psicológico não se mantém apenas pelo que é dito, mas pela forma como a pessoa pensa, interpreta, reage e se protege ao longo do tempo.

🧠 A terapia trabalha para além do desabafo: Há um enquadramento clínico, objetivos terapêuticos e intervenção ativa sobre os processos que mantêm a ansiedade, o cansaço emocional, o evitamento ou as dificuldades relacionais.

Falar pode aliviar. Mas compreender, integrar e modificar padrões é o que permite mudança sustentada.

É essa a diferença entre falar sobre o problema e trabalhar psicologicamente sobre ele.

Partilho estas estratégias não porque estou sempre regulada, calma ou equilibrada. Não estou, nem ninguém está. Até porq...
27/02/2026

Partilho estas estratégias não porque estou sempre regulada, calma ou equilibrada. Não estou, nem ninguém está. Até porque não é possível ninguém estar SEMPREEE regulado.

Sou psicóloga, mas sou sobretudo humana. Também fico cansada, reativa, impaciente ou emocionalmente sobrecarregada. Mas claro, conheço muitas estratégias que ajudam (mas nem sempre as aplico 😉).

A diferença não está em não sentir, está em reconhecer mais cedo o que se passa e em saber o que me ajuda a regular.

A regulação emocional é um processo dinâmico, que oscila com o contexto, o cansaço, as exigências e a fase de vida. E mesmo com conhecimento de todas as estratégias e mais alguma, ninguém está regulado o tempo todo.

Tudo se torna mais fácil quando perceber que o trabalho não é eliminar emoções difíceis. É aprender a reparar, ajustar e voltar a ligar-se a si quando sai do eixo.

E isso torna-nos humanos e mais conscientes.

Porque é que esperamos tantas vezes que o medo desapareça para só depois agir?Neste quarto episódio do Psicologia Entre ...
26/02/2026

Porque é que esperamos tantas vezes que o medo desapareça para só depois agir?

Neste quarto episódio do Psicologia Entre Aspas, partimos da frase de Mark Twain “Coragem é resistir ao medo, dominar o medo, e não a ausência dele”, para falar sobre o medo, a ansiedade e a ideia errada de que só podemos avançar quando nos sentimos confiantes.

De forma acessível e cientificamente informada, exploramos:
- A função psicológica do medo e porque ele não é o inimigo
- As “mentiras” que o medo nos conta e como alimenta o evitamento
- Porque esperar que o medo desapareça raramente resulta
- O ciclo do evitamento e o seu impacto na ansiedade
- Como a ação, mesmo com medo, é o que permite recuperar liberdade e confiança

Um episódio para quem sente medo da mudança, do fracasso, da rejeição ou do desconhecido, e quer aprender a avançar.

🔎 Psicologia clínica, ansiedade, medo, coragem e tomada de decisão: tudo num espaço de empatia e reflexão.

🌿 Novos episódios às quintas-feiras.
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24/02/2026

“É necessário sentir para curar. Não podemos sair de um lugar sem primeiro chegar a ele” esta foi a frase que abriu o último episódio onde falo de emoções, evitamento e transformação emocional 💞

Disponível no Spotify e Apple Podcasts (link na bio)

23/02/2026

Intenção não é o mesmo que ajuda.

Muitas frases ditas para “ajudar” acabam por transmitir que o que a pessoa sente é exagerado, temporário ou algo que deve simplesmente ultrapassar.

E quando o sofrimento não é reconhecido, tende a intensificar-se. Mas quando alguém se sente verdadeiramente escutado, o corpo abranda.

Quando há validação, há regulação. Por isso é que a intervenção psicológica não começa com soluções rápidas.
Começa com espaço. Com tempo para compreender antes de resolver.

Às vezes, o apoio mais transformador não está em corrigir,
está em permanecer.

Descansar é importante.Mas nem todo o cansaço se resolve com sono ou pausas.Vemos frequentemente pessoas que dormem, par...
20/02/2026

Descansar é importante.

Mas nem todo o cansaço se resolve com sono ou pausas.

Vemos frequentemente pessoas que dormem, param, tiram férias — e continuam exaustas. Isso acontece porque nem todo o cansaço é físico.

🧠 O cansaço emocional e mental surge quando o sistema nervoso permanece em esforço constante: hipervigilância, preocupação contínua, excesso de exigência, controlo, evitamento ou pressão interna prolongada.

Nessas condições, o corpo até pode parar, mas o cérebro não recupera. Quando o cansaço tem origem psicológica, o descanso por si só não é suficiente.

É necessário reduzir as fontes de ativação, compreender os padrões que mantêm o esforço interno e criar formas mais ajustadas de lidar com emoções e exigências diárias.

Por isso, sentir-se cansado apesar de descansar é muitas vezes um sinal do seu corpo. Aprenda a ouvi-lo!

Evitar aquilo que nos custa é uma resposta humana comum. E o evitamento, é um mecanismo de proteção.Passo a explicar:Qua...
16/02/2026

Evitar aquilo que nos custa é uma resposta humana comum. E o evitamento, é um mecanismo de proteção.

Passo a explicar:
Quando evitamos uma situação, emoção ou decisão difícil, o cérebro ativa o sistema de recompensa a curto prazo: a ansiedade diminui, o desconforto alivia e surge uma sensação momentânea de segurança.
Esse alívio é mediado por circuitos associados à amígdala e ao sistema dopaminérgico.

O problema é que o cérebro aprende rápido.
Passa a associar “evitar” a “alívio” e reforça esse padrão.

Sabemos que o que não é enfrentado não desaparece, reorganiza-se, generaliza-se e ganha mais espaço.
Intervir não é forçar exposição, mas ensinar o cérebro a tolerar desconforto com segurança, criando novas associações e respostas mais ajustadas.

É assim que o sistema nervoso aprende que enfrentar, gradualmente, é mais regulador do que fugir.

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