11/21/2025
Para muitos aplicadores ABA, poucos cenários são tão desafiadores quanto trabalhar com um aprendiz que recusa sistematicamente qualquer demanda, independentemente do reforço oferecido.
Sabemos que a motivação pode ser manipulada de forma sistemática por meio da organização de contingências claras, previsíveis e reforçadoras.
Um ponto inicial é a redução estratégica das demandas e o estabelecimento de respostas de baixa intensidade que produzam acesso rápido e consistente ao reforço. Essa sequência planejada aumenta a probabilidade de engajamento.
O pareamento (pairing) constitui etapa indispensável: o aplicador deve ser consistentemente associado a estímulos reforçadores, de modo que sua presença sinalize disponibilidade de reforço. Esse processo promove uma relação terapêutica, facilitando a motivação inicial e preparando o aprendiz para responder às demandas subsequentes.
Além disso, a seleção de reforçadores baseados em preferências atualizadas é essencial para garantir valor reforçador suficiente durante o ensino.
A disponibilização de escolhas dentro das atividades amplia o senso de controle do aprendiz e aumenta a probabilidade de respostas de engajamento.
A supervisão clínica tem papel determinante na adaptação das contingências.
Supervisores devem capacitar a equipe a identif**ar sinais de baixa motivação, selecionar reforçadores ef**azes, ajustar a intensidade das demandas e monitorar indicadores comportamentais por meio de registro contínuo de dados.
Demandas devem ser escalonadas de acordo com o repertório atual do aprendiz e com reforço consistente.
E você? Já passou por uma situação assim? O que funcionou melhor no seu caso?