06/26/2024
Hegel diz “metamorfoses estão ligadas à dor”. E sofrimentos estão ligados à resistência em mudar, é a frase que brota em mim instantaneamente após ler essa frase de Hegel.
A dor transforma e a resistência deforma. 🚨
As 5 Leis nos traz com uma clareza assombrosa o quanto as “doenças” são resultado da resistência à mudança de forma, da nossa dificuldade em mudar aliada ao nosso desejo (um tanto infantil) de que o outro ou a situação mude. A resistência em sentir a dor impede a mudança. Resistência fruto da intolerância ao desconforto que ela gera. E quanto mais intolerantes à dor nos tornamos, mais “anestesiados” estamos. Logo, menos necessidades sentimos, o que nos mantém congelados no problema.
E assim “sobrevivemos” sem apetite pela surpresa, pela novidade, pela impermanência e, porque não dizer, pela vida.
A 5 Leis Biológicas nos trazem claras dimensões sobre os “custos” à nossa vida/saúde de não enfrentarmos o que a vida nos afronta. E, por outro lado, nos trazem com muita nitidez o quanto ao estarmos alinhados à nossa biologia, nos alinhamos ao nosso propósito!
Sim, “dor e felicidade são irmãs gêmeas” (Nietzsche), não opostos. Só chegamos à felicidade atravessando nossas dores. Deixar de sentir a dor, anestesiarmos, tem tudo a ver com a nossa dificuldade de fazer contato com a felicidade. Ao deixarmos de sentir, não temos condições de escolher a qualidade, simplesmente abrimos mão da propriedade. Ao abrirmos mão da propriedade de sentir, nos desconectamos do VIVER.
O neurocientista Anil Seth diz, “não somos máquinas de pensar, somos máquinas de sentir”. Deixar de sentir é deixar de ser humano, com suas faculdades e competências tão nobres. Nos torna seres não sociáveis, isolados em um próprio mundo, nos torna menos empáticos, menos compassivos, menos comunicativos, menos amorosos, menos criativos, menos VIVOS….
Obs: quando me refiro a “deixar de sentir” falo de nossa habilidade de reconhecer, perceber o que estamos sentindo. Não deixamos de sentir de fato, mas deixamos de ter consciência das afetações que o mundo à nossa volta nos oferece, como uma anestesia. Passamos a reagir instintivamente, desprezando nossas capacidades reflexivas.