20/12/2025
PORQUE É QUE EU NÃO SOU A MESMA PESSOA DEPOIS DESTE ANO DE 2025...
Ninguém consegue sequer imaginar tudo aquilo pelo que eu passei ao longo deste ano...
Não estou a falar daquele tipo de dor que por vezes se nos escapa, como uma emoção em fuga ou à flor da pele e que impulsivamente postamos em redes sociais. Falo de uma dor tão extrema e tão dilacerante que engolimos, com a qual nos debatemos sozinhos, uma dor aguda e febril que calamos e guardamos só para nós...
É aquele tipo de dor que cresce afiada dentro do nosso peito e nos ensina a respirar à volta da navalha, onde o perigo apenas espera um pequeno vacilo nosso...
As pessoas pensam que a sobrevivência é algo barulhento. Mas este ano ensinou-me que, por vezes, o grito mais estridente é precisamente aquele que não gritamos.
Este ano não me desafiou somente. Ele despiu-me completamente de tudo e de todos e arrastou-me até momentos que me forçaram a conhecer partes de mim mesma que eu não estava preparada para encarar. Perdi versões minhas mas perdi sobretudo aquela suavidade que eu estava habituada a usar como uma segunda pele...
Mas ganhei algo também: Uma verdade mais dura, um fogo mais nítido, uma coluna vertebral construída através de noites às quais eu pensei não ir conseguir sobreviver...
Este ano eu descobri que
A FORÇA não é algo bonito ou aparentemente fácil e descomplicado como nos habituámos a idealizar nos filmes de super-heróis...
Não! Na vida ela é extremamente penosa, brutal, violenta ! ...
Porque se trata de escolhermos pormo-nos
de pé quando a nossa alma ainda está de rastos, prostrada no chão, sem que haja alguém que repare que ela se está a desintegrar...
Este ano tornou-me uma mestre na arte da camuflagem:
Ele ensinou-me a esconder a dor por detrás de olhos calmos, a trancar o desgosto na respiração,
e a mover-me através da vida como se nada me pudesse afetar, mesmo quando tudo o fazia.
Este ano obrigou-me a crescer veloz e ferozmente. Forçou-me a impor limites cada vez maiores e mais rigorosos e compeliu-me a desenvolver uma nova versão de mim mesma: Uma versão que entende a sobrevivência como uma linguagem e que sabe que nós não precisamos de estar bem para continuar sempre a caminhar:
Nós apenas nos temos de recusar a quebrar!
Por isso..
Se eu parecer diferente agora é porque eu estive em guerra com as minhas próprias sombras.
Este ano feriu-me.
Este ano mudou-me e transformou-me.
Mas este ano não me venceu! Porque eu levantei-me de todas as vezes em que a dor me tentou enterrar.
E ter conseguido fazer isso sozinha tornou-me imparável!
(Texto traduzid e adaptado do vídeo por Cláudia Dias)
20 de Dezembro de 2025
This year changed me in ways I never expected.I hid my pain, fought my battles in silence, and carried more than anyone will ever understand.This spoken word...