EFT Tapping - Magda Mesquita

EFT Tapping - Magda Mesquita Magda Mesquita, Advanced EFT /Tapping Practitioner
Terapia para a ansiedade sem medicação.

Em que mundo vivemos hoje, em que celebrar o Dia da Mulher é um ato simbólico, mas também (e ainda) uma necessidade?Em q...
08/03/2026

Em que mundo vivemos hoje, em que celebrar o Dia da Mulher é um ato simbólico, mas também (e ainda) uma necessidade?

Em que mundo vivemos em que a misoginia se mostra mais agressiva e perniciosa do que nunca?

Talvez precisamente porque quanto maior a necessidade de diminuir, perseguir ou silenciar, maior é o reconhecimento de que a mulher é uma força intrinsecamente indomável. Mesmo quando não o pode demonstrar abertamente, essa característica nunca a abandona.

A misoginia não nasce da superioridade. Nasce do medo e do desconforto face ao poder da mulher que não se compreende nem se controla.
Um poder de quem pode ser, ao mesmo tempo, firme, guerreira, cuidadora e profundamente humana.

O que celebras quando celebras o Dia da Mulher?

Resistência?
Liberdade?
A capacidade de criar, transformar, amar, cuidar?

Ou celebras simplesmente o facto de as mulheres continuarem, com determinação, a ocupar o seu lugar no mundo — um lugar que é seu por direito?

Sabemos que pertencemos ao mundo.
E que o nosso lugar e a nossa pertença são inegociáveis.

Nesta ordem de ideias, celebrar a mulher é, em certa medida, uma redundância.

Há momentos em que, de repente, voltamos a ser crianças, por circunstâncias ou pessoas que despoletam alegria pura, inoc...
02/03/2026

Há momentos em que, de repente, voltamos a ser crianças, por circunstâncias ou pessoas que despoletam alegria pura, inocente, ingénua. Outras vezes por acontecimentos que nos tocam num lugar fundo e nos remetem ao abandono, desproteção, vulnerabilidade.
É nestes momentos que importa prestar atenção, porque nem sempre estamos a reagir apenas ao presente.
Quando a dor emocional é profunda, súbita e até desproporcional, é importante perguntar:
O que é que isto me faz lembrar?
Quando é que já me senti assim?
E as respostas surgem. E revelam que aquela emoção não começou ali, apenas foi ativada.
Cuidar da criança interior é reconhecer uma parte de nós antiga que foi convocada, e precisa de acolhimento e de resgate. Ir ao encontro dela, dar-lhe colo e dizer “eu estou aqui”. O resultado pode ser surpreendente.

Recentemente fui colocada numa situação inusitada, onde uma pessoa ultrapassou os limites básicos da urbanidade e da cor...
17/02/2026

Recentemente fui colocada numa situação inusitada, onde uma pessoa ultrapassou os limites básicos da urbanidade e da correção.

Partilho isto porque vejo muitas pessoas, em contexto terapêutico, presas a um dilema: quando são desrespeitadas, sentem indignação — mas quase de imediato tentam anulá-la. Como se, por serem boas pessoas, perdessem o direito ao protesto. Como se, para manter a dignidade e não “levantar ondas”, tivessem de engolir em silêncio.

Não é verdade. Considero que ser boa pessoa não é ser permissiva. Não é aceitar o inaceitável, muito menos normalizar o que não pode ser normalizado.

A indignação saudável é um sinal interno de que foram ultrapassados limites, que precisam de ser repostos. É autopreservação. Ignorar esse sinal para desculpar a desfuncionalidade dos outros é abandonar-se a si.

Enfrentar quem deve ser enfrentado, com firmeza e sem agressividade, é um ato de coragem e coerência.

Por isso defendo que não há conflito entre empatia e limites. Entre a bondade e a correção.

Dizer “isto não está certo” não nos torna piores pessoas. Torna-nos pessoas inteiras.

Há forças que não brilham ao sol. Revelam-se no peso dos dias difíceis.
07/02/2026

Há forças que não brilham ao sol. Revelam-se no peso dos dias difíceis.

Ainda sobre o narcisismo …A maior parte das pessoas que lida de perto com um narcisista — começa, pouco a pouco, a duvid...
06/02/2026

Ainda sobre o narcisismo …

A maior parte das pessoas que lida de perto com um narcisista — começa, pouco a pouco, a duvidar de si. E, com o tempo, a duvidar da própria sanidade mental.

Não por fragilidade, mas como consequência de manipulação que planta a semente da dúvida e da insegurança. Chama-se a isto gaslighting.

O termo nasceu do filme Gaslight (George Cukor, 1944), protagonizado por Ingrid Bergman. A casa onde a personagem vivia era iluminada a gás, e o marido alterava sistematicamente, e sem o seu conhecimento, a intensidade da luz, causando a diminuição da luminosidade sem causa aparente; mudava o sítio de objetos seus, tentando convencer a esposa que era tudo imaginação sua, com o intuito de a internar compulsivamente num hospício por alegada insanidade, para se apoderar dos seus bens.

Negava todas as alterações repetidamente. Num ataque sistemático à sua confiança em si mesma, até ela começar a duvidar do que via, do que sentia, do que percebia.

É exatamente isso que acontece no narcisismo relacional. O gaslighting não é um mal-entendido. É distorcer a realidade para dominar e confundir.

A realidade é constantemente reescrita até que a outra pessoa comece a perguntar-se: “será que estou a exagerar?”, “será que percebi mal?”, “o problema sou eu?”

Tal como no filme, o efeito não surge de um episódio isolado, mas da repetição. E quem está do outro lado perde o centro.

A saída está em voltar a confiar no que se vê, no que se sente e no que se sabe, com apoio especializado e distância.

E duvidar, sim, das “boas” intenções de quem plantou a dúvida.

Para ganhar de novo o controlo — e, com ele, a lucidez. Tudo começa pela consciencialização e pelo reconhecimento da manipulação e dos danos causados.

Para que serve, afinal, o processo terapêutico?Não é para atingir a perfeição, nem para alcançar o nirvana. Não é para f...
04/02/2026

Para que serve, afinal, o processo terapêutico?

Não é para atingir a perfeição, nem para alcançar o nirvana. Não é para ficar desprovido de emoções, imune à dor, indiferente ou insensível.

O processo terapêutico serve para sarar feridas emocionais, superar traumas e integrar experiências. Serve para que, à medida que a vida vai acontecendo, exista mais resiliência, mais estrutura interna, mais arcaboiço emocional.

É um caminho que desenvolve autocuidado e autoconhecimento. Duas alavancas indispensáveis para que cada pessoa se torne líder de si mesma, para saber que lugar ocupa, o que sente e como responder.

Num tempo em que o mundo “lá fora” se apresenta instável, imprevisível e caótico, a terapia ajuda a manter-se no seu centro. A não se perder, a saber navegar o caos.

Já escrevi que o medo impera no mundo de hoje. Mas não vem sozinho. A par dele, cresce o narcisismo — essa necessidade d...
02/02/2026

Já escrevi que o medo impera no mundo de hoje. Mas não vem sozinho. A par dele, cresce o narcisismo — essa necessidade de diminuir os outros para sustentar uma sensação frágil de superioridade.

O narcisismo vive da atenção desmesurada, da validação, do olhar do outro. Faz ruído, é egocêntrico, desumaniza.

A história mostra-nos a devastação. Poupo-me de elencar nomes, passados e presentes. Narcisistas que arrastaram (e arrastam) multidões, convencendo-as de que a sua fúria era (é) justa. E vingável.

Penso muitas vezes nisto ao ouvir La Perla, de Rosalía, um retrato cru do narcisismo relacional: a figura encantadora, autoproclamada centro do mundo, irresponsável, exploradora, emocionalmente predadora. Uma “pérola” que brilha, mas em que ninguém confia. E que drena quem cai na armadilha.

O narcisista precisa sempre de alguém que vê como menor para se sentir maior. Vive da energia do outro.

O Antídoto?

Lucidez. Limites. Não entrar no jogo. Não confundir barulho com força, nem exposição com valor. E não entregar a sua própria humanidade a quem vive de desumanizar os outros.

É escolher distância, não se deixar moldar por ele, não lhe conceder palco - o seu maior alimento - e proteger aquilo que, tal como uma pérola verdadeira, não precisa de palco para ter valor.

Andar em bicos de pés cansa. E não é natural.Cansa porque é viver em tensão constante, em modo alerta, sempre a tentar n...
31/01/2026

Andar em bicos de pés cansa. E não é natural.

Cansa porque é viver em tensão constante, em modo alerta, sempre a tentar não incomodar, a ajustar-se, a antecipar, a conter-se, como se o chão não fosse seguro.

Metaforicamente, andar em bicos de pés é calar o que se sente, engolir palavras para manter a paz, confundir amor com esforço, achar que descansar é um luxo. É insustentável.

Natural é pousar os pés no chão, distribuir o peso, ocupar espaço, respirar sem pedir licença. Quem vive sempre em contenção acaba exausto, não por falta de força, mas por excesso de tensão.

Ninguém veio ao mundo para viver na ponta dos pés.

Há uma canção de Tori Amos que pergunta “Why do we crucify ourselves?” - e que sempre me assombrou.Somos tendencialmente...
29/01/2026

Há uma canção de Tori Amos que pergunta “Why do we crucify ourselves?” - e que sempre me assombrou.
Somos tendencialmente implacáveis connosco, de uma forma que nunca seríamos com mais ninguém. Porque por vezes confundimos exigência com valor, erro com falha de caráter, dor com fraqueza.
A pergunta que se impõe não é porque nos crucificamos, mas quando é que vamos parar.

Estar alinhada comigo nota-se — no  rosto, corpo, na energia, na forma como a vida responde. Grata pelas bençãos que rec...
29/01/2026

Estar alinhada comigo nota-se — no rosto, corpo, na energia, na forma como a vida responde. Grata pelas bençãos que recebo todos os dias.

Endereço

Largo Mouzinho De Albuquerque (Soldado Desconhecido), Nº 115 – 1º G
Viseu
3500-160

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Sobre a Doutora Magda Mesquita:

Doutoramento em Educação, Especialidade em Liderança Educacional