EFT Tapping - Magda Mesquita

EFT Tapping - Magda Mesquita Magda Mesquita, Advanced EFT /Tapping Practitioner
Terapia para a ansiedade sem medicação.

Já escrevi que o medo impera no mundo de hoje. Mas não vem sozinho. A par dele, cresce o narcisismo — essa necessidade d...
02/02/2026

Já escrevi que o medo impera no mundo de hoje. Mas não vem sozinho. A par dele, cresce o narcisismo — essa necessidade de diminuir os outros para sustentar uma sensação frágil de superioridade.

O narcisismo vive da atenção desmesurada, da validação, do olhar do outro. Faz ruído, é egocêntrico, desumaniza.

A história mostra-nos a devastação. Poupo-me de elencar nomes, passados e presentes. Narcisistas que arrastaram (e arrastam) multidões, convencendo-as de que a sua fúria era (é) justa. E vingável.

Penso muitas vezes nisto ao ouvir La Perla, de Rosalía, um retrato cru do narcisismo relacional: a figura encantadora, autoproclamada centro do mundo, irresponsável, exploradora, emocionalmente predadora. Uma “pérola” que brilha, mas em que ninguém confia. E que drena quem cai na armadilha.

O narcisista precisa sempre de alguém que vê como menor para se sentir maior. Vive da energia do outro.

O Antídoto?

Lucidez. Limites. Não entrar no jogo. Não confundir barulho com força, nem exposição com valor. E não entregar a sua própria humanidade a quem vive de desumanizar os outros.

É escolher distância, não se deixar moldar por ele, não lhe conceder palco - o seu maior alimento - e proteger aquilo que, tal como uma pérola verdadeira, não precisa de palco para ter valor.

Andar em bicos de pés cansa. E não é natural.Cansa porque é viver em tensão constante, em modo alerta, sempre a tentar n...
31/01/2026

Andar em bicos de pés cansa. E não é natural.

Cansa porque é viver em tensão constante, em modo alerta, sempre a tentar não incomodar, a ajustar-se, a antecipar, a conter-se, como se o chão não fosse seguro.

Metaforicamente, andar em bicos de pés é calar o que se sente, engolir palavras para manter a paz, confundir amor com esforço, achar que descansar é um luxo. É insustentável.

Natural é pousar os pés no chão, distribuir o peso, ocupar espaço, respirar sem pedir licença. Quem vive sempre em contenção acaba exausto, não por falta de força, mas por excesso de tensão.

Ninguém veio ao mundo para viver na ponta dos pés.

Há uma canção de Tori Amos que pergunta “Why do we crucify ourselves?” - e que sempre me assombrou.Somos tendencialmente...
29/01/2026

Há uma canção de Tori Amos que pergunta “Why do we crucify ourselves?” - e que sempre me assombrou.
Somos tendencialmente implacáveis connosco, de uma forma que nunca seríamos com mais ninguém. Porque por vezes confundimos exigência com valor, erro com falha de caráter, dor com fraqueza.
A pergunta que se impõe não é porque nos crucif**amos, mas quando é que vamos parar.

Estar alinhada comigo nota-se — no  rosto, corpo, na energia, na forma como a vida responde. Grata pelas bençãos que rec...
29/01/2026

Estar alinhada comigo nota-se — no rosto, corpo, na energia, na forma como a vida responde. Grata pelas bençãos que recebo todos os dias.

A vida é simples, até a complicarmos com a necessidade de afirmação, de provar o nosso valor, de agradar.Quando se larga...
27/01/2026

A vida é simples, até a complicarmos com a necessidade de afirmação, de provar o nosso valor, de agradar.

Quando se larga essa necessidade, como diz uma querida amiga minha, sente-se uma “rebeldia boa”. Dá-se uma gargalhada interna, sente-se uma autossuficiência que empodera, sem se confundir com arrogância.

Fundamental é não criar expetativas. Nem a nós nem aos outros. Não imaginar desfechos nem resultados. Os que tantas vezes emergem do que se deseja e imagina que vá acontecer.

Por isso, simplifique, não viva para agradar, muito menos para provar algo que é intrínseco e inalienável: o seu valor.

É importante que aquilo que nos acontece possa servir de matéria para reflexão, crescimento e maturidade emocional. Há m...
26/01/2026

É importante que aquilo que nos acontece possa servir de matéria para reflexão, crescimento e maturidade emocional.

Há muito tempo que acredito — e digo-o muitas vezes às pessoas que acompanho em terapia — que nunca nada é tudo mau. Mesmo nas experiências mais difíceis, há quase sempre uma centelha, por mínima que seja, que pode ser encontrada e abraçada para permitir seguir em frente.

Isso não signif**a minimizar a dor, nem apressar conclusões. Quando há perdas, por exemplo, o luto é inevitável e necessário. Há um tempo que é só para sentir, para chorar, para integrar. Não se espera lucidez imediata.

Mas, com o tempo e em retrospectiva, há quase sempre uma aprendizagem. Um passo dado no caminho. Algo que se clarificou, que se fortaleceu, que amadureceu. Não porque o que aconteceu “teve de ser”, mas porque fomos capazes de crescer a partir daí.

Talvez seja isso que torna a vida habitável: não a ausência de dor, mas a possibilidade de transformação.


Se há poder na ação, por vezes, ainda há mais poder na quietude.Esta foi uma aprendizagem recente: encontrar paz na esco...
24/01/2026

Se há poder na ação, por vezes, ainda há mais poder na quietude.
Esta foi uma aprendizagem recente: encontrar paz na escolha de f**ar quieta. Não como ato de passividade, nem de desistência, mas como escolha consciente.

Há uma quietude que cria espaço. Espaço para a introspeção, para a reflexão, para ouvir o que normalmente se perde na pressa e na urgência da reação imediata. Ficar quieta, nestes momentos, não é não fazer nada — é não acrescentar confusão. É dar tempo ao que precisa de amadurecer.

Vivemos muito orientados para responder, agir, resolver. E, por vezes, é precisamente aí que se perde clareza.

A quietude, quando é escolha, torna-se um lugar fértil. Um lugar de maturidade.

A sabedoria está em saber quando agir… e quando permanecer em quietude.




A lucidez em lugar da vontade Não adianta querer que a realidade seja outra, que os outros sejam diferentes, mais “ao no...
23/01/2026

A lucidez em lugar da vontade

Não adianta querer que a realidade seja outra, que os outros sejam diferentes, mais “ao nosso jeito”. Sempre que se resiste ao que é, sempre que se pensa “gostava que a situação fosse como eu quero”, entra-se em contracorrente — e em sofrimento. Nadar contra a corrente cansa. E dói.

Por vezes, é preferível render-se e aceitar.

Aceitação é muito diferente de resignação.

Aceitar não é desistir, nem compactuar. É reconhecer o que é — e como é — sem fantasia. Porque o sofrimento não nasce em reação ao que acontece, mas da luta interna contra aquilo que já está a acontecer.

A lucidez em lugar da vontade. Tudo o resto-aceitar, f**ar, partir- só depois pode acontecer.

O silêncio é um lugar estranho quando se torna ambíguo. A ambiguidade gera insegurança. Quando alguém deixa de falar, nã...
22/01/2026

O silêncio é um lugar estranho quando se torna ambíguo. A ambiguidade gera insegurança. Quando alguém deixa de falar, não responde, se recolhe no mutismo, algo f**a em suspenso. O vínculo passa a ocupar uma zona cinzenta — e quem não lida mal com a indefinição?

O silêncio tem muitas facetas: é prudência e contenção. É decisão.
E pode ser uma arma.

O “silent treatment” existe: é o silêncio usado como retaliação, como castigo, como forma de privar o outro do acesso a “quem eu sou” e de o manter à distância.
Há silêncios que servem de máscara — camuflam o medo de se mostrar vulnerável, de dizer (demais), de sentir (demais).

Relacionamo-nos com base na reciprocidade, na comunicação, na proximidade e no toque que declara: “estou aqui.”

Quando isso desaparece, a mente tenta preencher o vazio, raramente de forma benévola. Surgem dúvidas, medos antigos, inseguranças, palavras que não foram ditas, mas intuídas.

O impacto do silêncio faz-se sentir sempre. A ausência de resposta é, muitas vezes, uma forma de abandono.
Talvez por isso o silêncio doa tanto, pela quebra daquele fio invisível que diz: “continuo aqui contigo, mesmo quando não sei bem o que dizer.”

O silêncio do outro fala sobre o outro.

O perigo começa quando passa a definir quem é. Para não se deixar afetar, é preciso não transformar a ausência em verdade sobre si.
E continuar.




A vida é uma pescadinha de rabo na boca.Vivemos a experiência que confirma aquilo em que acreditamos… e acreditamos exat...
21/01/2026

A vida é uma pescadinha de rabo na boca.
Vivemos a experiência que confirma aquilo em que acreditamos… e acreditamos exatamente naquilo que a experiência nos traz. Um ciclo coerente. Que pode ser perigoso.

As crenças funcionam assim: moldam o olhar, filtram a realidade, orientam escolhas. Quando são limitativas, a vida começa a parecer uma fatalidade — “é assim”, “sempre foi”, “não dá para mim”. Não por falta de opções, mas porque o campo de visão ficou estreito. E ninguém escolhe aquilo que não consegue ver.

A boa notícia é que as crenças não são verdades absolutas. São aprendizagens. Como tal, podem ser revistas.
Na minha prática, e na minha experiência de vida, é possível e mais fácil através da EFT. Não por força de vontade ou querer.
Quando se larga o peso emocional associado a certas histórias, a crença perde força. E, com isso, abre-se espaço para outra narrativa.

A vida deixa de ser um círculo fechado, repetitivo, e passa a ser um percurso. Feito de escolhas, de livre-arbítrio e de confiança — não assente numa ilusão cor-de-rosa, mas no fluir da vida quando se deixa de lutar contra tudo.

Talvez a pergunta não seja “porque me acontece sempre isto?”, mas “em que é que estou a acreditar?”.
Mudar a vida pode começar exatamente aí.



20/01/2026

A esperança pode ser abrigo.Mas também pode ser adiamento.Quando serve para proteger o ânimo, é bem-vinda.Mas quando sustenta a ilusão de que tudo vai mudar sem que algo mude em si… pode paralisar. A EFT — Técnicas de Libertação Emocional — ajuda a criar espaço interno para distinguir:o que é alento real…e o que é espera disfarçada. Este vídeo integra a série ABC das Emoções com EFT —onde explico o que sentimos, com verdade, para que a vida não fique em pausa. Guarde este vídeo e partilhe com alguém que precisa mais de ânimo do que de esperança.

Endereço

Largo Mouzinho De Albuquerque (Soldado Desconhecido), Nº 115 – 1º G
Viseu
3500-160

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando EFT Tapping - Magda Mesquita publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

EFT Portugal

Consultas de Tapping/ EFT (Técnicas de Liberdade Emocional

Um espaço onde encontra todo o apoio na superação de dificuldades de ordem emocional. O método Tapping/ EFT é especialmente ef**az no tratamento de ansiedade, traumas, fobias. Experimente este método natural, indolor e não invasivo.

Sobre a Doutora Magda Mesquita:

Doutoramento em Educação, Especialidade em Liderança Educacional